Pensamentos sobre a Copa: Parte I
A Copa da África do Sul deixa uma grande lição. Alias, deixa uma porrada delas, mas vou começar por essa
Primeiras rodadas e já surge o trocadilho mais inevitável da história do futebol, que vinha sendo guardado desde 1930; “Ta vendo! Copa na África só podia dar zebra!”. A Espanha, que entrava como uma das grandes favoritas, já vira motivo de piada por perder da Suíça e não estuprar Honduras. Alemanha perde da Sérvia. França e Azzurri (duas tragédias anunciadas para 2010) fazem um puta de um papelão. Estava definido. Seria, então, o torneio do simpático eqüino listrado.
Findada a fase de grupos. As oitavas passam sem absolutamente nenhum choque. Fora o chocolate alemão nos inventores do futebol. Então, uma transformação acontece. A Copa da zebra muda de nome. Agora é a Copa dos Latinos. A Copa dos Sul-Americanos. Um representante do continente em cada um dos quatro jogos da fase seguinte. Maravilha! Pela primeira vez na história, colocamos mais times em uma segunda fase do que o velho continente. Digno de nota realmente. Mas, os Deuses do Futebol guardavam outras surpresas para a terra de Madiba. Para desespero dos oráculos da bola, as semi-finais acabaram mesmo sendo européias. Tirando o valente Uruguai, mais uma profecia ia pro vinagre. Não. Essa não era A Copa dos Sul-Americanos.
Holanda x Uruguai e Alemanha x Espanha. Assim mesmo. Sem nenhum azarão e com cheirinho de uma “euro-final”. É bem verdade que tivemos uma decisão inédita e um novo membro no seleto grupo de campeões do mundo. Mas, definitivamente a Fúria levar o caneco pra casa passa longe de uma surpresa. Em TODOS os sites de aposta internacionais, era a seleção preferida dos apostadores. Era tão favorita, mas tão favorita que até o Rei Pelé colocou suas fichas nela, antes do torneio começar. Ai sim foi zebra.
É isso.
P.S: Faltou, obviamente, a previsão de que as super-defesas iriam dominar o torneio. Mas, eu falarei disso depois.
0 comentários:
Postar um comentário